sexta-feira, 19 de agosto de 2011

3 - A PREOCUPAÇAO COM A BELEZA E A FALSA EXPECTATIVA DA FELICIDADE ETERNA - PEQUENO HISTÓRICO PARA COMPREENSÃO DOS TRANSTORNOS ALIMENTARES NO SÉC. XXI


Mary Del Priore, Sócia Honorária do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e do Pen Club
Dirce De Sá Freire, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Extraído da Revista Saúde em Foco, da Secretaria Municipal de Saúde/RJ


Durante os séculos XVI, XVII e XVII a Europa abandonou os seios pequenos e quadris estreitos das mulheres retratadas por pintores como Dürer, para mergulhar nas dobras das "gordinhas" de Rubens Rembrandt.
Ao final do Renascimento, as viagens ultramarinas e os contatos com a Ásia, introduziram novos produtos no mercado de alimentos. Especiarias chegavam dos entrepostos orientais: noz moscada, pimenta e gengibre. Da Turquia vinha o trigo. De Veneza e Planície do Pó, o arroz. Do Peru, veio a batata. Do Brasil e Antilhas, o açúcar. Do México, o chocolate. E da América do Sul, em geral, o milho e a mandioca.
Apesar da relativa abundância, as crises alimentares continuaram. A revolução Francesa foi marcada por violentas manifestações populares em favor de comida. A emblemática frase de Maria Antonieta - "Se não tem pão comam brioche", mais do que marcar o desprezo da elite aristocrática francesa pelo povo faminto, registrou uma mudança dietética. Depois da Revolução, as classes populares trocaram o pão de centeio, nutritivo, porém de aparência vulgar, pelo sofisticado brioche, mas que não trazia qualquer componente nutritivo.
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