Weston Price
Resumo e Adaptação: Arlindo Simon
2 - O progressivo declínio da civilização moderna.
Que o homem moderno está em declínio na aptidão física tem sido enfatizado por muitos sociólogos e outros cientistas eminentes.
A taxa de degeneração progressiva e acelerada constitui motivo de grande alarme, especialmente porque isso está acontecendo, apesar do avanço da ciência moderna, ao longo das muitas linhas de investigação.
O Dr. Alexis Carrel, em seu tratado " O Homem, O Desconhecido", afirma:
"A medicina está longe de ter diminuido o sofrimento humano, tanto quanto se esforça para nos fazer acreditar. De fato, o número de mortes por doenças infecciosas tem diminuido consideravelmente. Mas ainda temos de morrer em uma proporção maior por doenças degenerativas."
Depois de analisar a redução da epidemia por doenças infecciosas ele continua:
"Todas as doenças de origem bacteriana tem diminuido de forma marcante. No entanto, apesar do triunfo da ciência médica, o problema da doença está longe de ser resolvido. O homem moderno é delicado."
Existem poucas pessoas para atender a necessidade de milhões com doenças graves e leves, a custo de R$ bilhões.
O organismo tem se tornado mais sucetível à doenças degenerativas. Surtos viróticos matam e deixam milhões de pessoas doentes, porque organismos fracos não tem defesas.
Diariamente milhões de pessoas não podem ir à escola ou ao trabalho porque estão doentes.
Milhões que sofrem de doenças crônicas cardíacas, reumáticas ou nervosas.
Milhões que perdem braços, pernas ou com lesões na coluna.
Milhões surdos, mudos, cegos ou aleijados.
É evidente que condições ambientais inadequadas, habitações precárias, acidentes de trânsito e de ocupação, aliados à instabilidade do mercado de trabalho, são alguns dos fatores preponderantes dos problemas imediatos de saúde, que comprovam a degeneração física de nossa civilização.
Os problemas da degeneração moderna em geral, podem ser divididos em dois grupos principais:
Aqueles que se relacionam com a perfeição do corpo físico, e os que dizem respeito a sua função comportamental para formação do caráter nacional de toda uma cultura.
Enumeradas as formas em que há um declínio da civilização moderna, é essencial que tenhamos em mente que, além de uma análise de forças responsáveis pela degeneração dos indivíduos, as normas éticas do grupo, não podem ser superior a dos indivíduos que a compoem.
A história parece fornecer registros de degeneração humana de massa, como por exemplo aqueles que culminaram na chamada "idade das trevas".
"Na revolução do pensamento por meio do qual estamos vivendo, o elemento pertubador mais profundo é o colapso da ética, que desde os dias de Constantino tem aparência de unidade moral."-Sir Afred Zimmern.
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